terça-feira, 31 de janeiro de 2012
TRANSPARÊNCIA E DEMOCRATIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO: carta aberta
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Quem tensionou foi o governo: resposta a Elio Gaspari
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
III Congresso Latino-Americano de Direitos Humanos na UnB

Quem tiver interesse, é só acessar o site abaixo
http://www.fd.unb.br/
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Todos somos Pinheirinho

Num domingo de manhã sonolento, no dia 22/01/2012, aproveitando que os moradores que habitavam o lugar estavam com a esperança renovada de que iriam ter o direito de permanecer naquele pedaço de chão que pertence á massa falida do empresário Naji Nahas, esse um especulador e fraudador conhecido, a PM paulista invadiu o local. Blindados, helicópteros, 2000 homens, Guarda Civil Metropolitana, um desembargador acompanhando “in loco” a desocupação. A ocupação conhecida como pinheirinho em São José dos Campos - SP, se tornou mais um exemplo de como os pobres são tratados nesse país chamado Brasil.
Vendo os vídeos e depoimentos sobre a invasão/desocupação da PM no pinheirinho não pude de deixar de lembrar outra desocupação em 2005, a Ocupação Sonho Real em Goiânia famílias foram massacradas pela PM, houve mortos e feridos, tanto em Goiânia como em São José dos Campos o terreno estava na mesma situação, pertenciam a empresários sonegadores de impostos e não cumpria função social nenhuma. Outra semelhança: tanto em Goiânia como em São José dos Campos - SP os ocupantes ameaçaram uma resistência para permanecer em suas casas, o método foi o mesmo aterrorizar os moradores com bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas.
Após uma batalha judicial e política, foi acertada uma trégua de quinze dias, inclusive com o administrador da massa falida, para tratar da questão de forma que se evitassem maiores danos ás pessoas que ali moravam. Porém tudo não passou de uma manobra para que a PM, Governo e Justiça Estadual, Guarda Civil Metropolitana e Prefeitura de São José dos Campos armassem o bote em cima dos moradores e montassem a operação de guerra.
O erro dos ocupantes: Lutar por Moradia e confiar no Judiciário e em legisladores que demonstram que seu compromisso nunca foi com o povo. A questão do acesso á terra em nosso país sempre foi tratada como caso de polícia, isso para os pobres é claro, para os grandes grileiros e especuladores a terra sempre foi de fácil apropriação.
Dizem que a justiça é cega, só se for para os ricos e poderosos, para os pobres ela tem os olhos bem abertos e pronta para punir, basta ver a rapidez com que se pune e criminaliza os que lutam pelo acesso á terra e a falta de punição para grileiros e fazendeiros acusados de matarem sem-terras, sem-tetos e outros ativistas na luta pelo acesso a terra.
Na defesa da propriedade de Naji Nahas rasgou-se a Constituição Federal, Estatuto da Criança e Adolescente, Estatuto do Idoso. Crianças, mulheres e idosos sendo bombardeados dentro de casa, levando tiros de balas de borracha, sendo aterrorizados por helicópteros, cercados.
Há relatos feitos pelos moradores de mortos, inclusive de uma criança que morreu ao respirar o gás lançado contra os moradores, oficialmente foi negada, como a área se encontra isolada pela PM e é proibida a entrada de qualquer pessoa e jornalistas, é impossível verificar as informações.
A mídia de massas como sempre cumpre seu papel, no seu discurso criminaliza os pobres, a rede globo chegou a associar a pinheirinho á cracolândia, são chamados de vândalos, criminosos, invasores, etc.
Ante a ação da PM, se tornaria necessária a investigação séria de violação dos direitos humanos, mas até agora não há nenhum pronunciamento da ministra de direitos Humanos Maria do Rosário, síndrome de avestruz?
Mais de 6.000 pessoas foram arrancadas de suas casas, e agora se encontram em igrejas, abrigos provisórios, na rua, pobre é descartável para o estado brasileiro.
Após a desocupação de pinheirinho, várias ações de solidariedade foram organizadas e estão sendo feitas pelo país, numa demonstração de que os ocupantes não estão sozinhos.
Abaixo segue Links de vídeos e notícias que demonstram melhor o que aconteceu na ocupação Pinheirinho, inclusive um documentário sobre a ocupação Sonho Real em Goiânia
PM Define o que pode ser visto em Pinheirinho
O Massacre de pinheirinho: A verdade não mora ao lado
http://www.youtube.com/watch?v=NBjjtc9BXXY
Documentário Sonho Real
http://www.youtube.com/watch?v=i1h28d-niU4
Endereço para doações (comida, colchões) ao Pinheirinho: Igreja N. Sra Perpétuo Socorro, Av. Angelo Belmiro Pintus, 320. Campo dos Alemães.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Arrogância de classe
Por Miguel Lanzellotti Baldez*
Foto: Fazendo Media |
domingo, 22 de janeiro de 2012
Massacre contra o povo da ocupação Pinheirinho em SJC
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Foto: www.anf.org.br |
*Adriano Dirlei de Oliveira é militante anarquista da FAG, Resistência Popular e da Ocupação do Bairro Alexandre Záchia, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
sábado, 21 de janeiro de 2012
O Brado Retumbante (ou O Berro Reacionário): qualquer semelhança é mera concidência (com o pensamento conservador brasileiro)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Coluna do Jacques sobre a fome no Brasil
Publicado no blogue RS Urgente e no IHU notícias, em 16 de janeiro de 2012.
Estará em Porto Alegre, no dia 24 deste janeiro, para um debate a ser realizado no salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini, o Dr. José Graziano da Silva, diretor geral da FAO (Organização das nações unidas para a alimentação e a agricultura).
Trata-se de uma oportuna iniciativa tomada em parceria pelos governos da União e do Estado, do Consea e dos Conselhos de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e do Rio Grande do Sul, visando ampliar o conhecimento dos graves problemas gerados pela fome e das políticas público-privadas capazes de solucioná-los.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Mande artigos para a Revista do SAJU RS
do Blogue do SAJU-RS
INFORME - PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA ENVIO DE ARTIGOS
REVISTA DO SAJU
O Conselho Editorial da Revista do SAJU comunica que foram prorrogados os prazos para o envio dos trabalhos científicos a fim de participarem da seleção para compor a edição 2011/2 da Revista do SAJU. O novo prazo será dia 29 de janeiro de 2012.
Os autores que já enviaram seus trabalhos e desejarem enviar nova versão poderão fazê-lo dentro do novo prazo.
Atenciosamente,
O Conselho Editorial
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Polícia serve para quê?... vamos perguntar a estudantes de Teresina!
Humberto Góes
Certa vez, escutei de um Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe após uma ação de terror contra trabalhadores sem-teto em Aracaju (tão violenta como a que vemos em face de estudantes em Teresina), que a polícia sempre precisa agir para garantir a ordem pública e o cumprimento da lei no imediato momento em que uma situação de descontrole está se dando.
Segundo ele, normalmente, o policial, originário de “setores desfavorecidos da sociedade” (palavras que emprega para definir as classes subalternas, dominadas, humilhadas, controladas, dominadas pelo poder econômico que conduz o Estado e impõem a todo povo acreditar que a defesa de certos interesses é a defesa de seu próprio interesse), “não gosta de cumprir certas ordens e participar de certas operações”. De novo aspas, “mas..., a polícia precisa agir de imediato. É como o seu filho em casa, se ele faz xixi no tapete da sala, a empregada doméstica, imediatamente, terá que tomar providências para repreender aquele ato”.
Em outras palavras, o policial parece saber quem manda e a serviço de quem ele se encontra, afinal, ele faz o papel da empregada doméstica, que age segundo as ordens e os interesses do patrão, que deve combater o xixi no tapete da sala imediatamente, sob pena de ela responder perante quem manda, por sua omissão, por não agir na conformidade da ordem que se não conhece, deveria conhecer. Com a diferença que, no caso da criança que faz xixi no tapete da sala, a empregada doméstica, a serviçal, não está autorizada a bater.
Com relação ao que ocorre em Teresina, o impulso mobilizador da garantia da ordem sequer foi de fato observado, afinal de que garantia da ordem se fala: a da falta de licitações do transporte público? A da falta de qualidade e de respeito em relação ao cidadão e à cidadã no cumprimento do seu direito ao transporte e, com efeito, ao seu direito de ir e vir? Não, certamente, não é dessa ordem de que se fala. É da ordem daqueles que usam o aparato do Estado para, através da violência, seguir explorando o povo, ditando regras capazes de gerar controle popular para produzir mais e mais exploração. É da ordem daqueles que fazem do público transporte o seu direito de propriedade. É, enfim, a garantia da ordem daqueles que sempre mandaram e desejam continuar mandando.
Pra isso, necessitam tratar a polícia como seu exército particular de jagunços e fazer o policial acreditar na sua condição de capitão-do-mato na defesa do patrimônio do senhor. Outrossim, assimilar uma postura servil e, para melhor servir, assumir pra si, mesmo tendo sido originado entre os oprimidos, os interesses do senhor como seus próprios interesses; incorporá-lo, pensar como ele pensa, entumecer-se da ira que o senhor teria para revelar em si, a sanha e a violência de quem manda; agir como ele agiria, acreditando que pode mandar como ele, atuando contra quem ousa fugir da ordem, da ordem do senhor, aquela constituída previamente para servi-lo e aos seus interesses.
Como diz Galeano, vivemos “uma escola do mundo ao avesso”. Em lugar de cumprir a ordem e as necessidades do povo, as forças públicas, que são pagas com dinheiro do povo, servem aos interesses privados, agem como forças particulares. É certo, usa o pretexto de que estava liberando uma via pública para a garantia do passo, mas, de fato, no fim da mesma via pública, o que vinha eram ônibus lotados de olhos sedentos e bocas salivantes dos papa-moedas; eram lotações de mais de uns poucos e particulares interesses, daqueles mesmos interesses que, para permanecerem em voga, financiam campanhas políticas de vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente da república; destroem o meio ambiente e “removem” os pobres dos espaços da cidade que interessam para a construção de bairros de luxo, removem comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhos e camponeses para promover o “desenvolvimento” com construção de grandes empreendimentos para escusos interesses travestidos de “interesses do povo”; mais que isso, mantêm o povo refém do “clube dos amigos” e transformam a “indocilidade” dos pobres num “Belo Monte” de problemas que precisa combatido enérgica e imediatamente.
Mas, pra que pensar nisso? Ao final de tudo, depois de ter feito o trabalho sujo da força, quando o policial pega o ônibus e chega em casa, olha pra sua esposa, filhos e filhas, ele volta a ser apenas mais um no meio da multidão. Para ele: Parabéns soldado, você cumpriu o seu papel!
Para saber mais sobre a violência policial contra protestos pacíficos em Teresina pelo direito ao transporte público, acessar:
http://www.youtube.com/watch?v=14Fuj344r4g&feature=youtu.be
Teresina indignada exige passagem
A Luta d@s indignad@s em Teresina pelo Direito a se mover na cidade e a Repressão Policial - CARTA ABERTA DA RENAJU
A formação das cidades brasileiras está interligada ao desenvolvimento do transporte público. De 1940 a 2000, a população urbana teve um crescimento de 135 milhões de habitantes. Formaram-se as grandes periferias, regiões afastadas do mercado de consumo e trabalho. A lógica da formação da cidade brasileira está imbricada à dependência da classe trabalhadora aos centros comerciais. Nesse contexto, a classe patronal, detentora dos meios de produção, potencializou a espoliação da classe trabalhadora, apropriando-se da função social do transporte público, restrigindo-o tão somente ao transporte do operariado ao trabalho. Hoje, o ranço dessa lógica permanece no país. Contudo, com um novo recorte: atualmente, o transporte público é uma verdadeira máquina de lucro.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Presente de ano novo
O que não se pode comprar.
E vamos construindo outras formas de viver...
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
Soy el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
María Rita:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Calle 13
Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
la altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
María Rita:
não se pode comprar o vento
não se pode comprar o sol
não se pode comprar a chuva
não se pode comprar o calor
não se pode comprar as nuvens
não se pode comprar as cores
não se pode comprar minha'legria
não se pode comprar minhas dores
No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
vamos caminando, vamos dibujando x2
Calle 13
Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
tampoco pestañeo cuando te miro
para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
Oye!
Vamos caminando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
Que viva la américa!
No puedes comprar mi vida...