quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Poema do Rodrigão sobre encontro da Renap em Salvador


Juraci, ô Juraci...

Rodrigo de Medeiros,  31/12/12


Ah, naqueles dias em Itapuã,
Rodeados por tão, tão bons amigos,
Na expectativa de tardes vãs,
Bem longe das disputas e perigos,
Pessoas boas, por isso, nada sãs,
Rememorando seus contos antigos,
A beber em Juraci e Vinicius,
A curtirem todos os seus bons vícios.

Vinicius que serviu o mais famoso,
Tinha a sua social percepção,
Por meio de um estigma jocoso,
Fazia critica à exploração
Por trabalho, não era preguiçoso,
Trazia outros valores, pois ação
Que não traz para vida bom sentido,
Não se deve bem dá assim ouvido.

Por isso, que trouxe Nova Schin,
Quando Skol no freezer, no fundo,
Bem ficou. Viu que não valia assim,
Esforço, pois beber era profundo
Desejo, e não por marca e sim
Estar com companheiros neste mundo.
Seu Vinicius, então, nos relembrou,
Missão que cada um se colocou.

Ao pagar conta, nosso Potiguar,
Pegou Vinicius a vida tecendo,
A rede de pesca a costurar,
O que traz as pessoas acolhendo,
Dando peixe, que vem pão a ganhar,
Por isso deu chamado, nem vendo,
Pra que Juraci fosse receber
Conta, sem o, então, desentreter.

Mas quando faltou gelada cerveja,
Por não ter posto no freezer antes,
Foi mesmo boa preguiça, sem peleja,
Pois os que são da vida, bons amantes,
Preferem bem contemplar, nem que seja
A custa de qualquer ganho; que distantes
São os valores ali cultuados,
Do capital contrários, apartados.

E por fim, quando Vinicius pediu
Para Julia ver a conta conosco,
Foi à forma que ele coloriu
À noite, com tanto, tanto bom gosto,
Desfilar que alegria conferiu,
A todos aqueles curtidos rostos,
Que sorriram com mais esta história,
Guardada com alegria na memória



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