O subtítulo "do MST ao jornalismo de libertação" já anuncia a proposta inovadora e necessária de pensar um trabalho de comunicação junto ao povo que seja comprometido, radical e insurgente.
Elaine, ou "Cuca", rompeu as cercas dos latifúndios gaúchos junto com aqueles que lutam pela reforma agrária no Brasil. Rompeu também com o manual de redação, com as teorias do jornalismo imparcial, fez um rasgo certeiro no coração do capitalismo, que é sua imprensa servil, mentirosa e vil.
O relato, "baseado em fatos reais", é repleto de encantamentos. "Cuca" é como uma personagem quixotesca que enfrenta poucas e boas para contar a história de ocupações de terra, na mais crua realidade. Junto as seus fiéis companheiros e seu "picasso italiano" (uma caminhonete Fiat) atravessa estradas lamacentas para ver com os próprios olhos o camponês sem-terra que lavra a terra, luta e chora.

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Bela notícia esta. E muito bom ficar sabendo de agentes críticos no âmbito da comunicação. Sem dúvida, grande parte - ou talvez a principal parte, junto com o Judiciário e o aparato policial - dos estragos da criminalização dos movimentos sociais está na ação tendenciosa da mídia hegêmonica brasileira.
ResponderExcluirSaudações a todos e todas que, de alguma forma, não se conformam com a versão da história dos "poderosos" e fazem, como a jornalista em questão, uma tentativa de conhecer a realidade na concretude do seu cotidiano e dos oprimidos-militantes.