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sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Jornalista maldito": o olhar aguçado de Lúcio Flávio Pinto


Lúcio Flávio Pinto talvez seja, hoje, um dos últimos jornalistas independentes do estado do Pará (quem sabe do Brasil?). Sua crítica traz para o debate público assuntos que os grandes meios de comunicação da região preferem ocultar ou minimizar por interesses político-econômicos. Mais do que isso, revela os jogos de poder que existem entre os principais meios de comunicação do Pará (o jornal e a tv Liberal, da família Maiorama, e a tv RBA e o jornal Diário do Pará, de Jader Barbalho), além de analisar os interesses e as ações da maior empresa privada do Brasil, a Companhia Vale, e os discursos governamentais acerca dos grandes projetos para a Amazônia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Margem: protagonismo estudantil e comunicação

Damos vazão, aqui, a uma interessante iniciativa estudantil: a construção de um jornal protagonizado pela estudantada. Surge do esforço de estudantes da Universidade Federal da Paraíba e tem por intuito apresentar-se como um canal de diálogo acerca do direito em uma perspectiva crítica. Só por isso, vale a pena conferir seu conteúdo. O jornal A margem: um espaço de diálogo e intervenção social é mais um passo dado para se tentar suprir a necessidade da expressão dos críticos do direito e, a nosso ver, se coloca no mesmo sentido do esforço que nosso blogue da AJP segue.


Aqui, o recado dos editores, mostrando sua cédula de identidade:


O Jornal A Margem foi criado no início do ano de 2011 por estudantes do curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba e outros colaboradores. A experiência da equipe editorial é acumulada a partir de outros trabalhos com veículos de comunicação no meio universitário.

A ideia do presente projeto vai além de pretensões corporativas: em formato virtual e impresso, A Margem oferece um espaço de construção crítica do saber jurídico que perpassa, nos seus debates e funções, os muros da Universidade.

Tomamos o pressuposto de que “a crítica se constrói com responsabilidade” e, no universo acadêmico, esta tem uma função essencial enquanto paradigma de promoção dialética do conhecimento: a educação (em sentido amplo) deve se valer da transdisciplinariedade de conteúdo e da horizontalidade das relações de aprendizado se se quiser gerar sujeitos verdadeiramente livres na construção de concepções de mundo e agir autônomo.

Essas preocupações são demasiado importantes em relação aos operadores do Direito. Mais do que técnicos, naturalmente aptos a lidar com as perspectivas convencionais do texto legal, ansiamos por sujeitos capazes de compreender sua função política diante de uma sociedade complexa e conflituosa, que recorre cada vez mais às instituições judiciais para resolver problemas de natureza essencialmente política, acompanhada de um Judiciário que também vem assumindo funções bastante diferenciadas.

Nossa pretensão, por fim, é a de viabilizar um veículo de comunicação que esteja além do formato de uma mera revista jurídica, e que, em outro sentido, discuta o Direito sob múltiplas faces, problematizações e funções, contribuindo para incrementar um instrumento pluralista de debates e uma visão democrática da dinâmica dos direitos.

Você pode escrever para a nossa equipe mandando sugestões, criticando, propondo a publicação de uma produção sua, entre diversas outras possibilidades comunicativas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A comunicação e o apoio popular

A militância hoje está se organizando em torno da comunicação. Os assessores populares trabalham diretamente com a produção de informação, campanhas de agitação e propaganda.

Variadas vertentes políticas (anarquistas, socialistas, comunistas) reúnem-se em meios de comunicação alternativos, especialmente blogues e jornais. Neste blogue, por exemplo, reúnem-se professores, estudantes, advogados, trabalhadores, entre outros assessores populares.

O tema geral do direito insurgente remete a necessidade de pensar a comunicação nos mesmos marcos. É preciso utilizar a mesma estratégia fundada na dualidade da assessoria jurídica popular: positivismo de combate e pluralismo jurídico popular e insurgente.

Na comunicação pode ser feita a analogia para um jornalismo de combate e uma comunicação social popular e insurgente. Cabe tanto uma aliança com a classe dos jornalistas, que vem sendo duramente atacada nos últimos anos, como assumir o desafio de fazer comunicação com viés jornalístico.


Assessores populares: olhai para estes ternos olhos em fogo.


O jornalismo de combate significa tanto a proposta do entrismo, de Adelmo Genro Filho, de que é necessária a guerra de posição nos grandes meios das grandes mídias (jornal, rádio, televisão, internete) - além, é claro, de sua valorosíssima contribuição sobre uma teoria marxista do jornalismo, na obra "O segredo da pirâmide"; como o jornalismo de libertação, de Elaine Tavares, de entregar-se de mente e coração aos movimentos sociais e vivenciar junto com estes para ajudar a contar as suas histórias - com sua obra "Porque é preciso romper as cercas" . Este último já se coloca dentro da proposta maior de comunicação popular e insurgente, que significa a criação de novas estratégias, instrumentos, que reúnam a cientificidade, a arte e o conhecimento popular. Bons exemplos neste campo são mesmo o Núcleo Piratininga de Comunicação, Palavras Insurgentes, Centro Teatro do Oprimido, Fazendo Media, Brasil de Fato, entre muitos outros.

Façamos da asessoria jurídica popular um espaço de comunicação, que estrapole os limites dos projetos com rádios comunitárias e até mesmo este blogue - para construirmos a unidade para a luta.