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domingo, 21 de agosto de 2011
Seminário sobre constitucionalismo na América Latina
Seminário Internacional sobre o Novo Constitucionalismo na América latina: Estado Plurinacional, Cosmovisão Indígena e Pluralismo Jurídico
Programação
26/ago - Sexta-feira
Local: Auditório CCJ/UFSC
9:00 – Abertura
9:20 – Profª. Dra. Milena Peters – Universitá Degli Studi Suor Orsola Benincasa – Napoles/Itália – O neoconstitucionalismo e o novo constitucionalismo latino-americano
10:10 - Prof. Dra. Caroline Proner – UniBrasil, UNIA/UPO-Espanha - O Estado Plurinacional e pluralismo constitucionalizado: a experiência da Constituição Boliviana.
11:00 - Coffee break
11:10 - Profª. Dra. María Rosario Valpuesta Fernández – UPO/Espanha - Diversidade e Cidadania nas constituições latino-americanas.
12:00 – Intervalo para almoço
14:00 - Prof. Dr. Antonio Carlos Wolkmer - UFSC – Pluralismo e Constitucionalismo na América Latina
14:50 - Profª. Dra. Thais Luzia Colaço - UFSC– A questão Indígena na América latina e a Constituição Brasileira de 1988
15:40 - Coffee break
15:50 – Elaine Tavares (Jornalista AGECOM/CSE/IELA) - Pluralismo Étnico na América Latina
16:40 - Encerramento
Realização: NEPE - Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias
Apoio: PPGD, CCJ, FUNJAB, FUNJAB/PDI, GPAJU
sábado, 17 de abril de 2010
3 anos de NEPE, 14 anos do massacre
Há três anos, na cidade de Florianópolis, estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, com experiência em assessoria estudantil, uniram forças para criar o Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias, o NEPE-UFSC.
As atividades de ensino, pesquisa e extensão estiveram sempre orientadas pelo espírito estudantil, aquele que entra na porta aberta, sem bater. A utopia que cultivamos foi a de que o mundo não é, está sendo, a transformação depende de nossos atos. A mística da assessoria sempre encontrou espaço na música, teatro, poesia, a arte.
Por isto, aproveito o dia de hoje, da fundação do NEPE, 17 de abril, para retornar a mística e a poesia.
Há quatorze anos, na cidade de Eldorado dos Carajás, trabalhadores rurais sem-terra foram massacrados pelo Estado brasileiro. Na luta pela terra tombaram em seu último grito por liberdade.
Trago o poema que li naquele 17 de abril de 2007, para lembrar a tod@s 1996, pois se trata de dizer da dor que vemos para ajudá-la a ter fim.
Oziel está presente
Zé Pinto
Aquele menino era filho do vento
Por isso voava como as andorinhas
Aquele menino trilhou horizontes
Que nem um corisco talvez ousaria
Levava no rosto semblante de paz
E um riso de flores pro amanhecer
sol da estrada brilhou sua guerra
Mirou o seu povo com olhar de justiça
Pois tinha na alma um cheiro de terra
Tantas primaveras tinha pra viver
Pois tão poucas eras te viram nascer
Beijou a serpente da fome e do medo
Mas fez da coragem seu grande segredo,
Ergueu a bandeira vermelha encarnada
Riscou na reforma um "a" de agrária
E assim prosseguiu.
Seguiu cada passo com uma fé ardente
A voz ecoando na linha de frente
Em tom de magia numa melodia de estar presente
E a marcha seguia, seguiam os homens,
Mulheres seguiam, crianças também caminhavam
Mas lá onde a curva fazia um "S"
Que não se soletra com sonho ou com sorte
Pras bandas do norte o velho demônio
Mostrou seu poder.
Ali o dragão urrou, o pelotão apontou,
As armas cuspiram fogo, e dezenove
Sem terra, a morte fria abraçou.
Mas tremeu o inimigo com a dignidade do menino
Inda quase adolescente, pele morena, franzino
Sob coices de coturno, de carabina e fuzil
Gritou amor ao Brasil, num viva ao seu movimento,
E morreu!
Morreu pra quem não percebe
Tanto broto renascendo
Debaixo das lonas pretas, nos cursos de formação
Ou já nos assentamentos,
quando se canta uma canção,
ou num instante de silêncio
Oziel está presente,
Porque a gente até sente,
Pulsar o seu coração.
Ler ainda:
"A indignação do menino irreverente" - página do MST
As atividades de ensino, pesquisa e extensão estiveram sempre orientadas pelo espírito estudantil, aquele que entra na porta aberta, sem bater. A utopia que cultivamos foi a de que o mundo não é, está sendo, a transformação depende de nossos atos. A mística da assessoria sempre encontrou espaço na música, teatro, poesia, a arte.
Por isto, aproveito o dia de hoje, da fundação do NEPE, 17 de abril, para retornar a mística e a poesia.
Há quatorze anos, na cidade de Eldorado dos Carajás, trabalhadores rurais sem-terra foram massacrados pelo Estado brasileiro. Na luta pela terra tombaram em seu último grito por liberdade.
Trago o poema que li naquele 17 de abril de 2007, para lembrar a tod@s 1996, pois se trata de dizer da dor que vemos para ajudá-la a ter fim.
Oziel está presente
Zé Pinto
Aquele menino era filho do vento
Por isso voava como as andorinhas
Aquele menino trilhou horizontes
Que nem um corisco talvez ousaria
Levava no rosto semblante de paz
E um riso de flores pro amanhecer
sol da estrada brilhou sua guerra
Mirou o seu povo com olhar de justiça
Pois tinha na alma um cheiro de terra
Tantas primaveras tinha pra viver
Pois tão poucas eras te viram nascer
Beijou a serpente da fome e do medo
Mas fez da coragem seu grande segredo,
Ergueu a bandeira vermelha encarnada
Riscou na reforma um "a" de agrária
E assim prosseguiu.
Seguiu cada passo com uma fé ardente
A voz ecoando na linha de frente
Em tom de magia numa melodia de estar presente
E a marcha seguia, seguiam os homens,
Mulheres seguiam, crianças também caminhavam
Mas lá onde a curva fazia um "S"
Que não se soletra com sonho ou com sorte
Pras bandas do norte o velho demônio
Mostrou seu poder.
Ali o dragão urrou, o pelotão apontou,
As armas cuspiram fogo, e dezenove
Sem terra, a morte fria abraçou.
Mas tremeu o inimigo com a dignidade do menino
Inda quase adolescente, pele morena, franzino
Sob coices de coturno, de carabina e fuzil
Gritou amor ao Brasil, num viva ao seu movimento,
E morreu!
Morreu pra quem não percebe
Tanto broto renascendo
Debaixo das lonas pretas, nos cursos de formação
Ou já nos assentamentos,
quando se canta uma canção,
ou num instante de silêncio
Oziel está presente,
Porque a gente até sente,
Pulsar o seu coração.
Ler ainda:
"A indignação do menino irreverente" - página do MST
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