domingo, 16 de outubro de 2011

Lançamento do Fórum Justiça


Divulgamos o lançamento do "Fórum Justiça: reconhecimento e redistribuição", pela democratização do sistema de justiça, que ocorrerá dia 24 de outubro, segunda-feira, no Rio de Janeiro. O local será no Museu da República, Rua do Catete, 153 - Flamengo.
Uma organização da Associação Nacional de Defensores Públicos e do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Poder Judiciário e Sociedade - UERJ.

Confira a programação abaixo:

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Carta aberta à Renaju



Nós, Renajuan@s, reunid@s por ocasião do XV Encontro Nacional da RENAP (Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares), ocorrido entre os dias 28 de setembro e 01 de outubro de 2011, no Centro de Formação Frei Humberto, em Fortaleza/CE, viemos, por meio desta carta, socializar nossas impressões e avaliações sobre o referido Encontro, bem como nossas perspectivas em relação à RENAP e à RENAJU.

O Encontro mostrou-se como um espaço profícuo para a troca de experiências, formação técnica e política, para o fomento de articulações regionais e fortalecimento do Movimento de Assessoria Jurídica Popular em todas as suas dimensões, e não apenas da advocacia popular. As intervenções, os debates, as oficinas, os grupos de trabalho refletiram o quanto as/os advogadas/os populares que compõem a RENAP estão inseridos/as nas lutas, na defesa dos direitos humanos e junto aos movimentos sociais e populares. O significativo número de estudantes também emergiu em nossas avaliações como um elemento salutar, à medida que é precisamente nos espaços das assessorias universitárias que, no momento atual, se forjam os novos militantes de direitos humanos no País, o que se incluí aí a advocacia popular.

Permitimo-nos, contudo, abrir um espaço de avaliação em que pudemos discutir e amadurecer alguns pontos que visualizamos serem passíveis de ponderações. A princípio, manifestamos nossas críticas no que toca à metodologia dos momentos, que, por vezes, tornou o debate não participativo, verticalizado e com predomínio masculino. Identificamos, nesse diapasão, a potencialidade dos espaços em que o debate e a construção de conhecimento tornaram-se efetivamente mais dialógicos e democráticos, como as Oficinas e os Grupos de Trabalho. Notamos também, ao longo dos momentos, a falta de exposição e de debate acerca dos horizontes e objetivos do Encontro, o que, indubitavelmente, dificultou a intervenção tanto de estudantes como de pessoas que estão se inserindo no espaço. No que concerne ao conteúdo político das mesas, avaliamos a necessidade do alargamento da análise de conjuntura posta no primeiro momento, no sentido de buscar conferir a este importante espaço maior pluralidade e aprofundamento.

Mas, a despeito das críticas e considerando as potencialidades do encontro já delineadas acima, consideramos que a aproximação entre a RENAJU e a RENAP faz-se necessária e estratégica para o fortalecimento das lutas populares e para a qualificação do debate e da atuação do Movimento de Assessoria Jurídica Popular, em que se insere a advocacia popular e a assessoria jurídica universitária.

Nesse sentido, com a intenção de fomentar o diálogo entre a RENAJU e a RENAP, propomos que o debate em torno da advocacia popular seja pautado nos próximos encontros regionais e nacionais da rede (ENNAJUP, ERAJU, ERENAJU) para que então possamos amadurecer o debate e pensarmos em possíveis articulações entre as Redes. Ademais, propomos que a RENAJU, sempre que possível, participe, reflexivamente, dos espaços da RENAP, o que decerto virá a qualificar e amadurecer as nossas avaliações coletivas acerca deste espaço e da advocacia popular como um todo, seus desafios, perspectivas e horizontes.

Fortaleza/CE, 01 de outubro de 2011.

Luciana Nunes – NAJUPAK/UFPA

Pedro Sérgio– NAJUP Isa Cunha/UFPA

Lucas Viera – UESPI

Heiza Maria Dias de Souza – CORAJE/UESPI

Acássio Pereira de Souza – CAJU/UFC

João Ezaquiel– NAJUP Direito nas ruas/UFPE

Carlos Everton – NAJUP Negro Cosme/UFMA

Glenda Almeida Moreira– NAJUP Negro Cosme/UFMA

Juliana Corrêa Linhares – NAJUP Negro Cosme/UFMA

Márcia Mileni – NAJUP Negro Cosme/UFMA

Paulo Corrêa Linhares – NAJUP Negro Cosme/UFMA

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Luiz Otávio Ribas

Disponibilizo a referência dos textos publicados por aqui e em outros lugares.

Artigos

"Assessoria jurídica popular universitária"
Publicado na Revista Captura Críptica


"Assessoria jurídica popular universitária e a formação de uma cultura política participativa no Brasil"
Publicado na Revista Sociologia Jurídica


"Assessoria jurídica popular universitária: uma metodologia para a educação popular em direitos humanos"
Publicado no II Seminário Internacional do PROEALC



"Assessoria jurídica popular universitária e educação popular em direitos humanos com movimentos sociais"
Publicado no Congresso Latino-americano do NEPE-UFSC


"Jacques Távora Alfonsin"
Publicado na Revista Captura Críptica


Assessoria jurídica, um passo na formação dos estudantes de Direito
Publicado na página do MST




Pesquisas


"Assessoria jurídica popular universitária e direitos humanos: o diálogo emancipatório entre estudantes e movimentos sociais (1988-2008)"
Monografia de Especialização na Universidade Federal do Rio Grande do Sul


"Direito insurgente e pluralismo jurídico: assessoria jurídica de movimentos populares em Porto Alegre e Rio de Janeiro (1960-2000)".
Dissertação de Mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina




Postagens

Sajup Paraná faz dez anos



Conforme já noticiamos por aqui, nesta semana está ocorrendo a comemoração dos 10 anos do SAJUP-PR!

Ao comemorar dez anos de existência, de atuação e de aprendizado, o SAJUP – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular, projeto de extensão do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná – sente a necessidade de refletir sobre a assessoria jurídica popular, no que se refere à teoria e à prática. O que mudou em 10 anos e o que ainda podemos fazer? Assim, é com grande satisfação que convidamos a tod@s para a comemoração desses dez anos de projeto. O evento, que tem como escopo trazer novos elementos para análise e promover espaços de debate, será realizado entre os dias 12 e 16 de outubro de 2011, na UFPR em Curitiba.

A programação inclui:

Colunistas


Aqui estão muit@s d@s colunistas deste blogue, entre militantes de movimentos sociais, estudantes, professor@s, educador@s, advogad@s e pesquisador@s. Se você quer fazer parte como colunista, ou enviar textos para nós, entre em contato pelo endereço assessoriajuridicapopular@gmail.com

Adriano Dirlei de Oliveira, militante anarquista, colaborador da Federação Anarquista Gaúcha (FAG-RS), militante do Movimento Resistência Popular, participou como militante da luta por moradia do bairro Zácchia (Passo Fundo- RS), atualmente participando da luta por melhorias na saúde e membro da comissão em defesa da saúde do bairro Zácchia.

Aline Caldeira Lopes, membro fundadora e sócia do Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Criola, no Rio de Janeiro, bacharel em Direito pela UFRJ e mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ. Minha pesquisa tratou da disputa territorial entre a comunidade da Ilha da Marambaia, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, e a Marinha do Brasil, com enfoque no papel do direito e do Poder Judiciário naquele conflito. Atualmente sou professora de processo civil e teoria geral do processo.

André Luiz Conrado Mendes, professor substituto de prática jurídica da FND/UFRJ. Especialista em Educação pela FE-UFRJ, Mestre em Direito Constitucional e Teoria do Estado pela PUC-RIO. Advogado e membro do Coletivo Tempo de Resistência de advogados ativistas.

Assis da Costa Oliveira, professor de Direitos Humanos da Faculdade de Etnodesenvolvimento da UFPA, campus Altamira. Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPA. Bacharel em Direito pela UFPA. Pesquisador integrante do Programa de Políticas Afirmativas para Povos Indígenas e Populações Tradicionais (PAPIT). Membro-fundador do Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular "Aldeia Kayapó" (NAJUPAK). Advogado. Também participo do Movimento Xingu Vivo para Sempre.

Betânia de Moraes Alfonsin, militante do Movimento Nacional pela Reforma Urbana. Membro fundadora da ACESSO - cidadania e direitos humanos.  Doutora em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR - Instituto de Pesquisa e pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRJ. Professora de Direito Urbanístico e de Direito Administrativo na Faculdade de Direito da PUC-RS e da Fundação Escola Superior do Ministério Público do RS. Contato: betania@via-rs.net

Christianny Diógenes Maia, professora universitária da Faculdade Christus (Fortaleza-CE), pesquisadora das temáticas que envolvem a Assessoria Jurídica Popular, teorias críticas, práticas jurídicas emancipatórias, movimentos sociais e direitos humanos, doutoranda em Direito pela Universidade de Fortaleza - Unifor; realizando estágio de doutorado sanduiche no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, sob a orientação do professor Boaventura de Sousa Santos, mestre em Direito Público pela Universidade Federal do Ceará - UFC, participou do Centro de Assessoria Jurídica Universitária - CAJU da UFC. Contato: christiannydm@uol.com.br

Diana Melo, maranhense, feminista, integrante do coletivo Agrupa que discute relações de gênero e feminismos a partir de outras linguagens; advogada militante da SMDH-Sociedade Maranhense de Direitos Humanos- Escritório Brasília, responsável por questões relacionadas à Justiça e Segurança em especifico no Combate à Prática da Tortura; educadora popular, colaboradora de projetos de extensão universitária na UNB (Promotoras Legais Populares - UNB) e UFMA (Najup Negro Cosme). Iniciei minha militância no estado do Maranhão, no movimento estudantil (Centro Acadêmico I de Maio) e extensionista (NAJUP Negro Cosme) em 2001 e no movimento feminista em 2004 no Grupo de Mulheres da Ilha. Atuei na CPT em Anapu e Altamira em 2006 e como assessora jurídica na Secretaria de Estado da Mulher no Maranhão em 2007. Colaborei na fundação do grupo NAJUP Maria Aragão na Faculdade São Luís, como professora da disciplina de Direitos Humanos. Moro em Brasília atualmente e transito constantemente pelo Território Nacional. Quando posso (ou mesmo quando não posso, rsrs), dou alguns pulos pela América Latina. Apóio a integração dos povos latinoamericanos, Cuba e a luta socialista. Contato twitter @diana_cerrado

Diego Augusto Diehl, doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (PPGD-UnB). Mestre em Direitos Humanos pelo PPGD-UFPA. Bacharel em Direito pela UFPR. Assessor jurídico popular junto a movimentos populares urbanos e campesinos. Colaborador de projetos de extensão universitária da RENAJU (Rede Nacional de Assessoria Jurídica Universitária). Correl: diegoadiehl@yahoo.com.br

Humberto Góes/Betinho Góes, educador e advogado popular com atuação em Movimentos Sociais, especialmente, na militância por Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes; atuamente, cursando Doutorado em Direito pela Universidade de Brasília, através de que pesquisa Educação Jurídica e Direitos Humanos; integrante do movimento de Extensão Popular universitária com escritos sobre assessoria jurídica popular, extensão e formação em Direito; fez Mestrado em Ciências Jurídicas, área de concentração em Direitos Humanos na Universidade Federal da Paraíba, instituição através de que integrou projetos de extensão popular e pesquisou a existência de uma noção de Direitos Humanos na obra de Paulo Freire; Membro-Fundador do Serviço de Auxílio Jurídico Universitário (SAJU-SE) da Universidade Federal de Sergipe em que cursou sua graduação em Direito e foi professor-substituto; Membro-Fundador da Rede Nacional de Assessoria Jurídica (RENAJU). e-mail para contato: jhgoesadv@hotmail.com

João Ricardo Silva, participante do NAJUP Cabano (Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Cabano do Oeste do Pará/Santarém), Diretor de formação do DCE-UFOPA, graduando do programa de Direito da Universidade Federal do Oeste do Pará, militante do Movimento Ufopa Livre em favor de uma universidade mais justa e democrática. Contato: joao_ricardo_atm@hotmail.com; twitter: https://twitter.com/JoaoRicardoatm Blog: http://outrafrequencianet.blogspot.com/

Lívia Gimenes Dias da Fonseca, mestranda em Direito pela Universidade de Brasília, integrante da equipe de coordenação do projeto "Promotoras Legais Populares do Distrito Federal" (PLPs/DF) e da linha de pesquisa "O Direito Achado na Rua". O meu diploma de graduação é da faculdade de Direito da USP, mas a minha verdadeira formação se deu pelo Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU/USP) do qual fiz parte de 2003 à 2007.Contato: liviagdf@gmail.com

Luara Colpa, estudante de Direito da Escola Superior Dom Hélder Câmara (Belo Horizonte/MG), faço parte de um grupo de pesquisa/iniciação científica: "Direito à cidade sustentável" - tratando de direito urbanístico e ambiental. Fora das grades (grade curricular) sou militante do movimento Brigadas Populares na Frente pela Reforma Urbana, participo do Fórum de Solidariedade às Ocupações-BH e milito também no Comitê Popular dos Atingidos pela Copa. Ainda, participo da Rede de Reforma Agrária. Estou escrevendo minha monografia sobre os impactos da Copa, a criação de estado de exceção em megaeventos e sua inconstitucionalidade.

Lucas Machado, bacharel em Direito pela UCPel, Pelotas-RS, militei no movimento estudantil e participei da formação do NAP-Núcleo de Assessoria Popular/UCPel, trabalhei junto ao Advogado Popular da Região na Assessoria a uma Cooperativa do MST e também alguns sindicatos de trabalhadores. Minha monografia de conclusão de curso foi sobre AJPU. Hoje faço mestrado em direito na UFSC, pesquisando Pluralismo Jurídico e Justiça Comunitária. Atualmente faço parte do projeto do NEPE-Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias.

Luiz Otávio Ribas, professor universitário no Unicuritiba (Curitiba-PR), pesquisador na área de sociologia jurídica dos temas direito insurgente e assessoria jurídica popular, mestre em "filosofia e teoria do direito" pela UFSC, especialista em "direitos humanos" pela UFRGS/ESMPU, tendo participado como assessor estudantil dos grupos CAJU Sepé Tiaraju (Passo Fundo-RS) e Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias (Florianópolis-SC). Contato: https://twitter.com/@luizotavioribas  (Twitter).

Mariana Monteiro de Matos, nasceu em 1988 em Belém, capital do Pará, estado situado na Amazônia Oriental Brasileira onde atualmente reside. Morou no Chile e na Alemanha, país este no qual pretende realizar seus estudos de pós-graduação com foco no binômio direitos humanos e propriedade intelectual. Integrante do Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular Aldeia Kayapó (NAJUPAK), da Rede Nacional de Assessoria Jurídica (RENAJU) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Recebeu recentemente os títulos de Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Pará e Bacharel em Secretariado Executivo Trilingue pela Universidade do Estado do Pará. Contato: mariana.selva@hotmail.com

Nayara Barros de Sousa, Mestranda em Ética e Epistemologia na Universidade Federal do Piauí, presentemente interessada em estudar Nancy Fraser, pesquisadora do grupo de estudos República-UFPI, graduada em Direito pela Universidade Estadual do Piauí e advogada. Passando para a primeira pessoa, agora:  sinceramente, reconheço-me mesmo como uma interessada na complexidade do ser humano em geral e em suas mais diversas manifestações coletivas e individuais. Bem genérico isso. Eventual colaboradora do blogue da Assessoria Jurídica Popular, mas comentadora assídua dele e participante avulsa (amiga) do Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil- CORAJE (UESPI). Tenho sérias pretensões no mundo da docência. Ah, e gosto demais de literatura, minha expressão artística favorita. Contatos: nayarapequena@hotmail.com; nayarapequena@yahoo.com e @naybsousa (tuíter).


Ricardo Prestes Pazello, professor de Antropologia Jurídica na Universidade Federal do Paraná (Curitiba-PR), pesquisador da temática sobre teorias críticas do direito, filosofia latino-americana e movimentos populares. Doutorando em Direito das Relações Sociais pela UFPR, mestre em Filosofia e Teoria do Direito pela UFSC, tendo participado como assessor estudantil do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular (SAJUP/UFPR) e do Núcleo de Direito Cooperativo e Cidadania (NDCC/UFPR), em Curitiba, e do Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias (NEPE/UFSC), em Florianópolis. Contatos: ricardo2p@ufpr.br (correl) e https://twitter.com/@ricardo2p (tuíter).

Roberta Cunha de Oliveira, bacharel pela Universidade Federal de Santa Maria/ RS, mestranda em ciências criminais/ criminologia crítica pela Puc/ RS, advogada, colaboradora do Grupo de Apoio aos Povos Indígenas (Gapin) e da Comissão de Direitos Humanos da subseção da Oab na cidade de Santa Maria, atualmente atuo como colaboradora também do NIJUC (núcleo de interação jurídica comunitária), depois de alguns anos na ativa como membro do grupo. Sou uma "curiosa"e pesquisadora da cultura e resistência latino- americana, com especial enfoque no direito à memória e à verdade nos países em transição democrática e dos povos originários no continente. Contatos: robertacunha_86@hotmail.com, robertacunha_86@yahoo.com.br.

Sabrine Tams Gasperin,  militante permanente da emancipação humana, integrante do SURJA - Serviço Universitário de Resistência e Justiça para Autonomia, pesquisadora autônoma da questão urbana e sua insustentabilidade, integrante da gestão Todas as Cores DCE UFPel, pesquisadora autônoma da música brasileira, graduanda em Direito pela Universidade Federal de Pelotas e integrante do Centro Acadêmico Ferreira Vianna - CAFV. Contato: binagasper@gmail.com

Thiago de Azevedo Pinheiro Hoshino, mestrando em Direito pela Universidade Federal do Paraná, integrante do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos na mesma instituição e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UFPR). Assessor da Organização Terra de Direitos para o eixo "Terra, Território e Eqüidade Sócio-Espacial Urbana" e militante pelo Direito à Cidade. Pesquisador nas áreas de antropologia jurídica, história do direito e sociologia das relações raciais, com ênfase no estudo da territorialidade das comunidades de terreiro e sua potência contra-hegemônica. Curioso, em especial, de todas as formas de interação entre cultura popular e organização política. Muzenza do Abassá de Luango - São Paulo, SP. Filho de Ogum, Iemanjá e Oxaguiã. thihoshino@hotmail.com












Mapeamento


Queremos aqui organizar o mapeamento das assessorias jurídicas populares do Brasil. Abaixo estão algumas referências de advocacias populares e assessorias universitárias. Colabore com nosso mapeamento enviando referências para o endereço assessoriajuridicapopular@gmail.com. 


Advocacias populares

Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap)

Acesso - Cidadania e Direitos Humanos (RS)

Escritório de Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar (CE)

Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP-PE)


Assessorias universitárias

Rede Nacional de Assessoria Jurídica Universitária (Renaju)

AIDH - Assessoria Interdisciplinar e Intercultural em Direitos Humanos - UFPA, campus Altamira-PA


CAJU – Centro de Assessoria Jurídica Universitária – UFC-CE


CAJUÍNA – Centro de Assessoria Jurídica Universitária Popular de Teresina – UFPI - PI

CAJUP – Centro de Assessoria Jurídica Universitária Popular - Mandacaru - CEUT – PI 

CORAJE- Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil – UESPI – PI 

NAJUC – Núcleo de Assessoria Jurídica Comunitária – UFC - CE

NAJUC – Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Comunitária – Justiça e Atitude – Instituto Camillo Filho – PI


NAJUP – Núcleo de Assessoria Jurídica Popular – Direito nas Ruas – UFPE

NAJUP – Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular – UFG

NAJUP Cabano - UFOPA Universidade Federal do Oeste do Pará - Santarém-PA 


NAJUP – Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular – Isa Cunha – UFPA



NIJUC – Núcleo de Interação Jurídica Comunitária – UFSM - RS

Projeto Estação de Direitos - RN







SAJUP – Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular – UFPR








Movimentos sociais populares

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Diálogos latino-americanos, em Curitiba

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (SENGE-PR) realiza, entre outubro e novembro, realiza o ciclo Diálogos latino-americanos, discutindo o socialismo em Cuba e as revoluções no continente. Destaque para o professor cubano Jaime Ruiz, da Universidade de Santa Clara.

sábado, 8 de outubro de 2011

Andarilhando com Paulo Freire


Tinha que ler o Thomas Marshall e o Damatta, mas, antes de tudo, era preciso expressar, em palavras, a minha leitura do mundo: a leitura do que vi e daquilo de que fui capaz de me encharcar – um dia inesquecível de momentos dedicados a Paulo Freire – a UnB e cada um de nós andarilhando com Paulo Freire.

É confortante, ao deixar a obrigação pragmática para entregar-me à criatividade e à emoção das palavras, perceber que não custa seguir o trajeto daquele que, apesar de nomear-se “Reglus”, é o retrato da subversão por uma amorosidade encantada, emocionada, pelo mundo; é a negação do que tolhe, do que enrijece, do que maltrata. É a incorporação humilde de uma ira justa, aquela que movimenta esperançosamente em direção a um outro mundo possível. É o grito manso e igualmente bravio que anda em comunhão com o sorriso, com a criatividade, com a entrega, com o estar gostoso andarilhando e fazendo caminhar. É aquela mansidão que, como a brisa leve, arrebata e reúne engenhosamente os finos grãos de areia em gigantescas dunas. É a força do ser que jamais admite deitar seu corpo, nem depois da morte, em jazigo perpétuo da indiferença.

Preciso dizer do encontro de hoje, que é materialização de tantos desse mesmo dia e de tantos de dias idos; daqueles da própria vida, que só se fez e se faz existência encontrando outras existências.

Devo mencionar a inédita e estremecedora comunhão de falas com Diego Diehl proporcionada pela semana desta Universidade Necessária, que é de Darcy Ribeiro e nossa, em torno de Paulo Freire e do Direito (mediatizados pela UnB, foi possível renovar a cumplicidade transformadora, ávida, cheia de brilho nos olhos, por um mundo justo, que nos irmana).

Necessito falar do encontro entre Darcy Ribeiro e Paulo Freire, lembrado por Layla Jorge e reconstituído de forma afável pelo professor José Geraldo na cerimônia de concessão póstuma de título de doutor por causa honorífica a este último (enquanto se entrelaçavam as ideias desses seres tão preocupados com a nossa gente, podia viver a alegria daquele instante, sem nunca de ter estado lá).

Mas, quando eu supunha que este dia 06 de outubro, já tinha sido povoado de emoções suficientes, por um instante, interrompendo a conversa para tirar fotos com algumas das pessoas presentes, recebi das mãos de Nita Freire uma pasta. Na capa, letras douradas apontavam “Paulo Reglus Neves Freire”.

Chegava casualmente as minhas mãos todo o fazer de um ser que não “pensava pensamento” hipostasiado no diploma que a UnB lhe concedia. Compartilhei com Layla a minha emoção e a vontade de abrir para vê-lo. Esperei Nita voltar, pedi permissão para olhar de perto, o que me foi concedido.

De imediato, revivi todo o encontro, tão intenso e motivador, com as ideias de Paulo Freire.

Vieram-me à mente tantos outros lindos estar-no-mundo de que participei ao ter a vida tocada pela filosofia freireana; as possibilidades de (re)conhecer pessoas e de me (re)conhecer em cada pessoa com quem compartilhei fragmentos ou partes tão grandes de um existir que se fez enquanto se fazia com o mundo e com o outro.

Refiz o tempo da manhã tão forte desse dia. Passaram-se pelos olhos entrecruzados aos brilhantes e emocionados olhos Layla a vivacidade de tantos outros olhos e olhares lançados firmemente ao horizonte, apesar dos pés doídos de marchar.

Com o diploma de Paulo Freire diante de mim e tão perto, como se eu segurasse a sua mão, aquela mesma que o permitiu exercitar o seu direito de dizer a sua palavra constatadora, mas, acima de tudo, amorosa e ansiosamente transformadora, voltei a me inspirar nos caminhos que percorro e naqueles que percorri no chão quente dessa nossa América, a Latina. Estive de novo com os sorrisos, com os abraços, com as conversas, com as lutas, com os aprenderes...

Refletia sobre a existência mesma e sobre a fugacidade da morte diante da lembrança...

Por frações de segundo, estava nas comunidades, nos movimentos sociais, com os estudantes e com as estudantes, estava com meninos e meninas de rua, conhecendo gente, aprendendo a ser gente, construindo lutas.

Vivia a UnB, a utopia de Darcy e nossa utopia, estava feliz por estar ali, saboreava de novo o traçado de seus caminhos, a intensidade de seus ipês amarelos mais lindos e de seus flamboyants mais vermelho-alaranjados na moldura do azul do ceumar de Brasília. Trazia à memória a semana universitária de 2010, o compartilhar rico com as falas dos professores Carlos Rodrigues Brandão e Renato Hilário, do poeta e cantador Chico Nogueira, todos freireanamente postos no mundo.

Ao tempo, lembrava do que não vivi e abria a vida para o futuro...

Se me projetava à terça-feira da semana passada, em que, ao tomar posse como professor na Universidade Federal de Goiás, ouvi um “seja bem-vindo professor” que me caiu como um “faça surgir o EDUCADOR!”, era porque a força daquele encontro com Paulo Freire, a força de todos os encontros posteriores mediatizados pelo anterior, ganhava fôlego para seguir adiante. Tanto quanto se avolumava a vontade de iniciar meu trabalho de professor/educador neste dia 07 de outubro. Tanto quanto tomava mais corpo a vontade de viver e seguir com a responsabilidade de perpetuar encontros, de produzir novos, de reanimar os antigos e de fazer deles todos os de sempre.

“Ditadura, Democracia e Resistência para Quem", série de debates em São Paulo


Começou a série de debates, em São Paulo, sobre a memória de nosso passado recente. O período de 1964 a 1985 carece de profundos esclarecimentos. Fundura e luzes que faltam, infelizmente, em pleno Brasil "(re)democratizado". Daí a pergunta do coletivo Quem: “Ditadura, Democracia e Resistência para Quem?" Apagarmos a nossa memória no que respeita a passado tão sensível é, nas palavras do filósofo e perseguido político Antônio Sidecum, "parte do vazio existencial".

É dever conferir!