Por Luiz Otávio Ribas
Um roteiro de teatro fórum sobre o discurso da competência na arte e no direito. A inspiração no trabalho de Augusto Boal provoca os estudantes a refletirem sobre a teatralização do seu cotidiano. O teatro que está na fila do supermercado, na sala de audiências e no trabalho popular.
"Ah, essas cordas de aço /Este minúsculo braço /Do violão que os dedos meus acariciam" - Cartola
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quarta-feira, 23 de março de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O teatro e o ensino do direito (3)
Reflexões de um jovem professor sobre a sala de aula
Por Luiz Otávio Ribas
Um problema percebido pelos professores é a dificuldade de ser compreendido, de se fazer entender. Se por um lado, nos esforçamos em encontrar mil justificativas no temperamento dos estudantes; por outro, não escondemos a frustração que decorre desta comunicação.
Não há grande preocupação em se implicar como emissor. Perdem-se horas e mais horas atribuindo os problemas a desatenção dos estudantes, o desinteresse, ou até, para alguns, a incapacidade de entendimento. As ambiguidades, os erros conceituais, o desconhecimento sobre assuntos específicos, tudo é absolutamente negado ou ignorado.
Existe grande preocupação dos professores em justificar perante seus colegas suas atitudes. Mas, não é preciso grande esforço. Afinal, há um senso comum pedagógico que a punição da nota baixa, a reprovação, ou o sermão, são sempre indicados e infalíveis. Sob pena do estudante "montar em cima" e reverter o processo hierárquico do poder da autoridade.
É preciso diferenciar a autoridade intelectual do autoritarismo. Aquele que aproveita seus conhecimentos prévios para planejar a metodologia de ensino e relatar os resultados da comunicação, serve-se da autoridade de sua posição e títulos para ampliar o seu espaço de diálogo - nas faculdades, jornais, blogues, organizações comunitárias e movimentos sociais. Aquele que aproveita seus cargos e títulos para ignorar a importância da reflexão pelo emissor sobre o processo comunicativo e as possibilidades de interpretação pelo receptor, adota postura autoritária, porque não comunica, mas estende sua necessidade de autoafirmação.
Pensar o processo pedagógico como comunicação significa extrapolar os limites da sala de aula. Transforma professores e estudantes em comunicadores - no mundo da cultura. Assim, extrapola também os limites da linguagem formal, racionalizada, cientificizada, que é utilizada nas faculdades.
A educação popular, neste sentido, significa este passo além. Os sujeitos educador-educando e educando-educador revolucionam a educação como uma prática-ação cultural para a libertação, como quer Paulo Freire.
Importante pensar o que é necessário fazer na sala de aula. Transformar o espaço em uma roda de capoeira, numa oficina de teatro, num fórum de discussões e debates, entre outras possibilidade, dissolve as paredes dos edifícios, do medo, do silêncio e da apatia.
O teatro popular pensado por Augusto Boal provoca esta mudança de atitude. Se todos somos atores, até mesmo os atores, em qualquer lugar, inclusive nos teatros, é preciso pensar a aula como uma peça. Assim, romper com a ficção dos exemplos, ainda, com a tragédia das aulas-auditório - que divide aquele que fala, do papel daqueles que ouvem.
Por Luiz Otávio Ribas
Um problema percebido pelos professores é a dificuldade de ser compreendido, de se fazer entender. Se por um lado, nos esforçamos em encontrar mil justificativas no temperamento dos estudantes; por outro, não escondemos a frustração que decorre desta comunicação.
Não há grande preocupação em se implicar como emissor. Perdem-se horas e mais horas atribuindo os problemas a desatenção dos estudantes, o desinteresse, ou até, para alguns, a incapacidade de entendimento. As ambiguidades, os erros conceituais, o desconhecimento sobre assuntos específicos, tudo é absolutamente negado ou ignorado.
Existe grande preocupação dos professores em justificar perante seus colegas suas atitudes. Mas, não é preciso grande esforço. Afinal, há um senso comum pedagógico que a punição da nota baixa, a reprovação, ou o sermão, são sempre indicados e infalíveis. Sob pena do estudante "montar em cima" e reverter o processo hierárquico do poder da autoridade.
É preciso diferenciar a autoridade intelectual do autoritarismo. Aquele que aproveita seus conhecimentos prévios para planejar a metodologia de ensino e relatar os resultados da comunicação, serve-se da autoridade de sua posição e títulos para ampliar o seu espaço de diálogo - nas faculdades, jornais, blogues, organizações comunitárias e movimentos sociais. Aquele que aproveita seus cargos e títulos para ignorar a importância da reflexão pelo emissor sobre o processo comunicativo e as possibilidades de interpretação pelo receptor, adota postura autoritária, porque não comunica, mas estende sua necessidade de autoafirmação.
Pensar o processo pedagógico como comunicação significa extrapolar os limites da sala de aula. Transforma professores e estudantes em comunicadores - no mundo da cultura. Assim, extrapola também os limites da linguagem formal, racionalizada, cientificizada, que é utilizada nas faculdades.
A educação popular, neste sentido, significa este passo além. Os sujeitos educador-educando e educando-educador revolucionam a educação como uma prática-ação cultural para a libertação, como quer Paulo Freire.
Importante pensar o que é necessário fazer na sala de aula. Transformar o espaço em uma roda de capoeira, numa oficina de teatro, num fórum de discussões e debates, entre outras possibilidade, dissolve as paredes dos edifícios, do medo, do silêncio e da apatia.
Repetiremos o ato, pois o argumento convence, mas o exemplo arrasta.
O teatro popular pensado por Augusto Boal provoca esta mudança de atitude. Se todos somos atores, até mesmo os atores, em qualquer lugar, inclusive nos teatros, é preciso pensar a aula como uma peça. Assim, romper com a ficção dos exemplos, ainda, com a tragédia das aulas-auditório - que divide aquele que fala, do papel daqueles que ouvem.
Digo aos céticos e cínicos: meu sonho é real.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O teatro e o ensino do direito (2)
Em outro momento já abordei a relação do teatro com o ensino do direito formal.
Afirmei que a assessoria jurídica popular significa uma nova proposta metodológica para o ensino do direito, e que a arte, em suas mais diversas manifestações, é uma porta de entrada sem retorno para o assessor popular. Os assessores estudantis, especialmente, preferem as atividades lúdicas no trabalho popular, que ocorre na sua maioria como atividades de extensão/comunicação popular.
Agora, exploro o ensino do direito informal, ou melhor, a educação popular dos direitos humanos.
No feriado de "independência" do Brasil, de 5 a 8 de setembro, ocorreu em São Paulo um acampamento de formação de assessores estudantis. Em uma das tardes, houve um momento em que o teatro do oprimido, de Augusto Boal, teve espaço para a criação artística e o debate crítico. A oficina foi facilitada por mim e pela Luisa Paiva, do SAJU-SP.
A proposta foi de debater os problemas enfrentados pelos assessores no seu cotidiano de trabalho popular. Foram representadas três situações-problema:
1 - O incrível mundo de Bobbio
Após muitas reivindicações dos movimentos populares por moradia, igualdade de gênero, educação, esses resolvem ir até a academia buscar apoio de três professoras de direito. A encenação consistiu na interpelação das cisudas professoras de direito pelos movimentos e causas populares (realidade), as quais insistiram em contemplar a "realidade" a partir de suas teorias e "óculos" epistemológicos. O afastamento das professoras da realidade funcionou como metáfora da distância da universidade dos movimentos populares. Após muitas tentativas de solução pelos participantes da oficina, ninguém conseguir abalar os corações gelados das professoras que tiveram que escutar a realidade reivindicar a universidade popular.
2 - Conquistando "corações e mentes"
Em uma sala de aula de uma faculdade de direito brasileira, durante uma explicação do professor sobre os benefícios do regime monárquico, surge um grupo de estudantes para divulgação das atividades da assessoria jurídica popular. Após certo ceticismo do professor e da turma, os assessores precisam escutar questões complicadas sobre suas intenções e não cativam nenhum novo militante. As tentativas de solução passaram pela realização de uma oficina durante a aula, para explicar com mais detalhes a proposta, além de muito esforço retórico para rebater as críticas e carisma para cativar os calouros.
3 - O tempo e o lugar do assessor popular
Uma oficina na comunidade começa com o discurso do líder comunitário pela venda de um terreno baldio e o rateio do dinheiro entre os moradores. Após inúmeras tentativas dos assessores estudantis em garantir um espaço democrático e horizontal no diálogo comunitário, todas fracassam diante da eloquência e legitimidade dos argumentos do representante da comunidade. Foi uma oportunidade única para debater o papel do assessor popular, sua função na mediação de conflitos e na organização política.
Foram momentos de muita descontração, mas também de aprofundamento sobre estas e muitas outras questões. Ficou como lição que o teatro fórum pode render bons frutos em oficinas na comunidade, mas também nos momentos de formação e articulação política dos grupos estudantis.
Afirmei que a assessoria jurídica popular significa uma nova proposta metodológica para o ensino do direito, e que a arte, em suas mais diversas manifestações, é uma porta de entrada sem retorno para o assessor popular. Os assessores estudantis, especialmente, preferem as atividades lúdicas no trabalho popular, que ocorre na sua maioria como atividades de extensão/comunicação popular.
Agora, exploro o ensino do direito informal, ou melhor, a educação popular dos direitos humanos.
No feriado de "independência" do Brasil, de 5 a 8 de setembro, ocorreu em São Paulo um acampamento de formação de assessores estudantis. Em uma das tardes, houve um momento em que o teatro do oprimido, de Augusto Boal, teve espaço para a criação artística e o debate crítico. A oficina foi facilitada por mim e pela Luisa Paiva, do SAJU-SP.
A proposta foi de debater os problemas enfrentados pelos assessores no seu cotidiano de trabalho popular. Foram representadas três situações-problema:
1 - O incrível mundo de Bobbio
Após muitas reivindicações dos movimentos populares por moradia, igualdade de gênero, educação, esses resolvem ir até a academia buscar apoio de três professoras de direito. A encenação consistiu na interpelação das cisudas professoras de direito pelos movimentos e causas populares (realidade), as quais insistiram em contemplar a "realidade" a partir de suas teorias e "óculos" epistemológicos. O afastamento das professoras da realidade funcionou como metáfora da distância da universidade dos movimentos populares. Após muitas tentativas de solução pelos participantes da oficina, ninguém conseguir abalar os corações gelados das professoras que tiveram que escutar a realidade reivindicar a universidade popular.
"-Estou vendo, estou vendo a realidade pela janela! Ela está um pouco distorcida em meio a tanto vidro e galhos, mas mesmo assim, é a realidade."
2 - Conquistando "corações e mentes"
Em uma sala de aula de uma faculdade de direito brasileira, durante uma explicação do professor sobre os benefícios do regime monárquico, surge um grupo de estudantes para divulgação das atividades da assessoria jurídica popular. Após certo ceticismo do professor e da turma, os assessores precisam escutar questões complicadas sobre suas intenções e não cativam nenhum novo militante. As tentativas de solução passaram pela realização de uma oficina durante a aula, para explicar com mais detalhes a proposta, além de muito esforço retórico para rebater as críticas e carisma para cativar os calouros.
"- Vocês tem bolsa? Valem horas complementares? Vocês são comunistas? Qual a opinião de vocês sobre as invasões de terra? Vocês são a favor do MST?"
3 - O tempo e o lugar do assessor popular
Uma oficina na comunidade começa com o discurso do líder comunitário pela venda de um terreno baldio e o rateio do dinheiro entre os moradores. Após inúmeras tentativas dos assessores estudantis em garantir um espaço democrático e horizontal no diálogo comunitário, todas fracassam diante da eloquência e legitimidade dos argumentos do representante da comunidade. Foi uma oportunidade única para debater o papel do assessor popular, sua função na mediação de conflitos e na organização política.
"- O que você acha? Diz o que você acha? Viu! Não diz nada, não acha nada, não fazem nada. Mas eu faço, vamos vender o terreno!"
Foram momentos de muita descontração, mas também de aprofundamento sobre estas e muitas outras questões. Ficou como lição que o teatro fórum pode render bons frutos em oficinas na comunidade, mas também nos momentos de formação e articulação política dos grupos estudantis.
domingo, 28 de março de 2010
O teatro e o ensino do direito (1)
Augusto Boal e as peças do direito
A assessoria jurídica popular significa uma nova proposta metodológica para o ensino do direito.
A arte, em suas mais diversas manifestações, é uma porta de entrada sem retorno para o assessor popular.
Aquele que se envolve em um projeto de assessoria com arte não poderá mais pensar o direito da mesma maneira.
O teatro é uma das ferramentas mais poderosas da educação popular, pois revela a realização da máxima "conquistar corações e mentes".
Augusto Boal, um dos grandes mestres do teatro popular brasileiro e mundial, traz uma frase fundamental para pensar a atividade de assessoria popular pela arte: "Todo mundo atua, age, interpreta. Somos todos atores. Até mesmo os atores! Teatro é algo que existe dentro de cada ser humano, e pode ser praticado na solidão de um elevador, em frente a um espelho, no Maracanã ou em praça pública para milhares de espectadores. Em qualquer lugar [.. ] até mesmo dentro dos teatros"
O ensino do direito formal está repleto de rituais de passagem e encenações. Para começar, trago alguns exemplos do cotidiano das faculdades de direito, e de conhecimento geral da nação: o trote, a aula expositiva, a vestimenta formal, a leitura da lei, a monitoria, a simulação do tribunal do júri, a prática no escritório modelo, o atendimento a clientes, a formatura.
Cada um deste exemplos desperta uma reflexão diferente. Ficarei com dois exemplo, os outros podemos debater nos comentários ou em outras postagens.
O trote é um ritual clássico, cada vez mais combatido, pela sua violência e ausência de significado. Afinal, o costume hoje não é algo muito diferente da origem deste ritual. Repetem-se experiências de constrangimento, difamação, e outras barbaridades. Aqueles que buscam ressignificá-lo são verdadeiros artistas.
A sala de aula do professor tradicional com o privilégio da aula expositiva não dialogada é uma encenação clássica. Alguns passam a faculdade toda vendo a mesma peça, o mesmo intérprete falador e os mesmos "espectadores". Estes sem ter a consciência que também participam da peça. O professor da aula expositiva não dialogada ensaiou seu discurso na década passada, ou até retrasada, e o repete desde então.
Em breve voltaremos com mais divagações sobre o teatro do ensino do direito, ou nunca mais.
A assessoria jurídica popular significa uma nova proposta metodológica para o ensino do direito.
A arte, em suas mais diversas manifestações, é uma porta de entrada sem retorno para o assessor popular.
Aquele que se envolve em um projeto de assessoria com arte não poderá mais pensar o direito da mesma maneira.
O teatro é uma das ferramentas mais poderosas da educação popular, pois revela a realização da máxima "conquistar corações e mentes".
Augusto Boal, um dos grandes mestres do teatro popular brasileiro e mundial, traz uma frase fundamental para pensar a atividade de assessoria popular pela arte: "Todo mundo atua, age, interpreta. Somos todos atores. Até mesmo os atores! Teatro é algo que existe dentro de cada ser humano, e pode ser praticado na solidão de um elevador, em frente a um espelho, no Maracanã ou em praça pública para milhares de espectadores. Em qualquer lugar [.. ] até mesmo dentro dos teatros"
O ensino do direito formal está repleto de rituais de passagem e encenações. Para começar, trago alguns exemplos do cotidiano das faculdades de direito, e de conhecimento geral da nação: o trote, a aula expositiva, a vestimenta formal, a leitura da lei, a monitoria, a simulação do tribunal do júri, a prática no escritório modelo, o atendimento a clientes, a formatura.
Cada um deste exemplos desperta uma reflexão diferente. Ficarei com dois exemplo, os outros podemos debater nos comentários ou em outras postagens.
O trote é um ritual clássico, cada vez mais combatido, pela sua violência e ausência de significado. Afinal, o costume hoje não é algo muito diferente da origem deste ritual. Repetem-se experiências de constrangimento, difamação, e outras barbaridades. Aqueles que buscam ressignificá-lo são verdadeiros artistas.
A sala de aula do professor tradicional com o privilégio da aula expositiva não dialogada é uma encenação clássica. Alguns passam a faculdade toda vendo a mesma peça, o mesmo intérprete falador e os mesmos "espectadores". Estes sem ter a consciência que também participam da peça. O professor da aula expositiva não dialogada ensaiou seu discurso na década passada, ou até retrasada, e o repete desde então.
Em breve voltaremos com mais divagações sobre o teatro do ensino do direito, ou nunca mais.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Campanhas de agitação com os calouros
Teatro
O início do semestre está chegando e os grupos de assessoria estudantil já estão se preparando para divulgar o trabalho e angariar novos integrantes.
Uma forma poderosa de agitação na semana dos calouros é o teatro.
Um personagem para as campanhas de agitação é o Dr. Resolve.
O CAJU Sepé Tiaraju (2004-2006) inventou uma esquete e encenou o Dr. Resolve pelos anos de 2005 e 2006, com diferentes platéias nos saguões das faculdades de direito de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Contrariando as expectativas dos céticos e dos cínicos, a ludicidade arrebatou olhares curiosos para as encenações e até para as reuniões de formação.
A idéia central é sempre a mesma:
No primeiro ato um advogado tradicional, professor universitário, doutrina seu estagiário sobre a melhor pronúncia do latim, a pior forma de tratar os clientes, o desleixo nas explicações sobre o processo e a alta conta dos honorários.
No segundo ato os dois atendem um cliente e demonstram todo seu saber jurídico, incompreensível para qualquer um, além de ignorar os elementos de realidade relatados pelo cidadão. No final do atendimento olham para o cliente e dizem: entendeu? Este responde: Mas, é claro doutor!
No terceiro ato, ao sair do escritório, o cliente encontra seu amigo, que frequenta as reuniões no bairro com um grupo de assessoria estudantil. Eles conversam sobre as diferenças no atendimento e no entendimento.
No final, o cliente e todos da platéia são convidados a conhecerem melhor a proposta.
O legal é caprichar no figurino e na animação, vale até música ou poema para ambientação.
O início do semestre está chegando e os grupos de assessoria estudantil já estão se preparando para divulgar o trabalho e angariar novos integrantes.
Uma forma poderosa de agitação na semana dos calouros é o teatro.
Um personagem para as campanhas de agitação é o Dr. Resolve.
O CAJU Sepé Tiaraju (2004-2006) inventou uma esquete e encenou o Dr. Resolve pelos anos de 2005 e 2006, com diferentes platéias nos saguões das faculdades de direito de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Contrariando as expectativas dos céticos e dos cínicos, a ludicidade arrebatou olhares curiosos para as encenações e até para as reuniões de formação.
Luiz Fernando e Elias, integrantes do CAJU, encarnaram os personagens
A idéia central é sempre a mesma:
No primeiro ato um advogado tradicional, professor universitário, doutrina seu estagiário sobre a melhor pronúncia do latim, a pior forma de tratar os clientes, o desleixo nas explicações sobre o processo e a alta conta dos honorários.
No segundo ato os dois atendem um cliente e demonstram todo seu saber jurídico, incompreensível para qualquer um, além de ignorar os elementos de realidade relatados pelo cidadão. No final do atendimento olham para o cliente e dizem: entendeu? Este responde: Mas, é claro doutor!
No terceiro ato, ao sair do escritório, o cliente encontra seu amigo, que frequenta as reuniões no bairro com um grupo de assessoria estudantil. Eles conversam sobre as diferenças no atendimento e no entendimento.
No final, o cliente e todos da platéia são convidados a conhecerem melhor a proposta.
O legal é caprichar no figurino e na animação, vale até música ou poema para ambientação.
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